Saiba qual a relação entre a Menopausa e o sono da mulher

O climatério marca o fim da vida reprodutiva da mulher para a o início da vida não reprodutiva. Neste período o corpo da mulher perde a capacidade de sintetizar e produzir hormônios sexuais, cessando assim os ciclos menstruais.

A partir desta alteração hormonal, o organismo feminino fica sujeito a mudanças negativas relacionadas à sua saúde, podendo desenvolver alterações na pele, pela perda de colágeno, osteoporose, aumento de problemas cardiovasculares e distúrbios respiratórios do sono.

É nesta fase que a mulher tem tendência a ter insônia, devido ao desequilíbrio hormonal, principalmente pela queda na produção de estrogênios e progesteronas, que também atuam na regulação do sono.

As ondas de calor e transpiração (fogachos) no período noturno também podem atrapalhar o sono levando à dificuldade em adormecer (aumento da latência do sono), tempo de sono menor, menor porcentagem de sono REM, despertares mais frequentes (dificuldade na manutenção do sono) e sono picado (fragmentação do sono), com consequente perda na qualidade do sono.

Uma outra alteração que pode levar a despertares noturnos são as noctúrias (frequência de ir ao banheiro à noite aumenta). É comum que ocorra uma atrofia no sistema urinário feminino, aumentando a necessidade de urinar.
Para tentar contornar os períodos de insônia, adotar hábitos diários saudáveis, chamados de higiene do sono, podem ajudar, como por exemplo:

 

  • Praticar atividades físicas regulares, preferencialmente matutinas;
  • Fazer refeições leves próximo ao horário de dormir;
  • Optar por banhos em temperatura morna;
  • Estabelecer horários regulares para dormir e acordar;
  • Evitar eletrônicos ou atividades estimulantes próximo ao horário de dormir;
  • Evitar cafeína, bebidas alcoólicas e tabaco ao menos 4hs antes de dormir;
  • Evitar cochilar durante o dia;
  • Manter o ambiente arejado e limpo durante o dia e confortável, com baixa luz e relaxante à
    noite.

 

Existe tratamento para insônia e caso a dificuldade em pegar no sono ou se manter dormindo for persistente, um médico especialista em sono pode ajudar.

Além da insônia, a Apneia Obstrutiva do Sono (AOS) é outro distúrbio do sono que pode aparecer na menopausa. Esta pode estar relacionada ao baixo nível de progesterona e ao ganho de peso comum nesta fase da vida, atingindo também, o funcionamento das vias aéreas.

Muitos estudos mostram uma maior incidência de AOS em homens, entretanto, após a menopausa, a incidência da doença nas mulheres se altera, exceto para as que fazem reposição hormonal.

A AOS é uma doença caracterizada pela obstrução das vias aéreas superiores durante o sono, levando a pausas na respiração, queda da oxigenação no sangue, com microdespertares frequentes a fim de cessar o evento obstrutivo.

Normalmente é acompanhada de ronco alto e frequente, porém, nas mulheres esse não é o sintoma mais comum.

Os sintomas mais comuns de AOS nas mulheres são: sonolência diurna, enxaqueca, ansiedade, taquicardia, depressão, fadiga, entre outros e por isso a suspeita da existência do distúrbio necessita de uma atenção diferente por parte do médico.

Na menopausa, além das alterações hormonais, há um acúmulo de gordura na região do pescoço e da cintura o que favorecem a obstrução das vias aéreas durante o sono e consequentemente permitem o aparecimento da apneia do sono.

A longo prazo, se não detectada e tratada, a AOS nas mulheres podem levar a graves consequências, como:

  • Diabetes;
  • AVC (acidente vascular cerebral);
  • Aumento de peso;
  • Mal de Alzheimer;
  • Depressão;
  • Doenças cardiovasculares (ICC – insuficiência cardíaca, arritmias, IAM – infarto agudo do miocárdio, HAS – hipertensão arterial sistêmica).

O diagnóstico é feito através do exame do sono, a Polissonografia (PSG). Neste exame, uma noite de sono é registrada e avaliada de forma bastante completa. Com o exame em mãos, associado a um exame clínico e físico detalhado, o médico fecha o diagnóstico e determina o tratamento adequado.

O tratamento pode incluir terapia comportamental, reposição hormonal, exercícios com fonoaudiólogas (terapia miofuncional), além do uso de dispositivos como aparelho intraoral (AIO) ou CPAP (Continuous Positive Airway Pressure, ou seja, pressão positiva contínua nas vias aéreas) podem ser indicados.

A avaliação e o acompanhamento de um profissional capacitado, aumentam o sucesso da terapia.

Quando feita de maneira correta, a terapia leva a uma melhora na qualidade do sono dessas mulheres, além de reduzirem o risco para doenças cardiovasculares, melhorando o humor, a sonolência diurna, a capacidade de concentração, e por fim, melhorando a qualidade vida.

Hábitos saudáveis (higiene do sono) continuam sendo importantes para a manutenção da qualidade do sono durante o tratamento da AOS.

A Physical Care possui profissionais especialistas para diagnóstico (exame de Polissonografia), avaliação e acompanhamento da terapia do sono com treinamento miofacial (fonoaudiologia) e serviço de adaptação e acompanhamento da terapia com CPAP (fisioterapia).

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