dispositivo tanque medio

Há perigo nos cigarros eletrônicos?

Será que há vantagem na substituição do cigarro convencional para o cigarro eletrônico? Saiba mais sobre os malefícios destes dispositivos e o risco de desenvolver a temida EVALI

O cigarro eletrônico ou vape, como também é chamado, é defendido como mais seguro para a saúde, sobretudo entre a população jovem, mas o que eles não sabem é que há um grande perigo nos cigarros eletrônicos.

Os jovens e os fumantes de cigarro convencional que migram para o cigarro eletrônico, acreditam que há uma vantagem nessa substituição, mas isso não é verdade.

O cigarro convencional contém nicotina, alcatrão e monóxido de carbono, que são as substâncias causadoras de dependência e diversas doenças, entre elas o câncer de pulmão e de outros órgãos.

Entretanto os dispositivos eletrônicos, além da nicotina, que é a grande responsável pela dependência, liberam diversas outras substâncias tóxicas e altamente prejudiciais à saúde, causando também câncer, doenças respiratórias e cardiovasculares.

O risco de dependência é ignorado, mas estudos mostram que esse risco é maior do que nos cigarros convencionais.

Apesar da comercialização, importação e propagandas proibidas no Brasil desde 2009, o número de cigarros eletrônicos tem aumentado significativamente desde sua introdução na Europa em 2006.

Estima-se cerca de 41 milhões de usuários até o ano de 2018.

tipos de cigarro eletronico

TIPOS DE CIGARROS ELETRONICOS

Hoje em dia existem diversos modelos de dispositivo e nenhum deles é seguro. Possuem formato de cigarro, charuto, cachimbo, canetas. Se diferem na forma de administração e montagem dos componentes, mas todos são prejudiciais à saúde.

A cada dia novos dispositivos são lançados. Até o momento sabemos dos seguintes modelos:

  • Cigarros eletrônicos: a bateria aquece um líquido (e-líquidos) que pode ou não conter nicotina, produzindo aerossol (vapor) que é inalado pelo usuário.
  • Cigarros aquecidos: produzem aerossóis contendo nicotina e produtos químicos tóxicos por aquecimento.
  • Vaporizador de ervas secas: aquecem o tabaco picado ou outras ervas, produzindo um aerossol.
  • Produto híbrido: é uma mistura de cigarros eletrônicos e vaporizadores de ervas secas. Possui dois reservatórios, sendo um com ervas picadas e outro com líquido.

De fato, o odor e o sabor não são desagradáveis como no caso do cigarro convencional, mas isso é uma armadilha e tanto principalmente para os mais jovens.

Há sim e muito, perigo no cigarro eletrônico.

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COMO O CIGARRO ELETRONICO AGE NO ORGANISMO?

A concentração de nicotina nos reservatórios do e-cigarro costuma ser bem maior que aquela encontrada nos cigarros convencionais.

Conseguem atingir temperaturas que variam de 300 a 400ºC, enquanto um cigarro tradicional chega a atingir mais de 800ºC.

Isso faz com que certas substâncias químicas altamente tóxicas não entrem em combustão e sigam para o organismo em sua totalidade.

O propilenoglicol é usado como diluente para a nicotina nesses dispositivos e é vaporizada e inalada, liberando formaldeído em concentrações de 5 a 15 vezes maiores do que encontradas nos cigarros convencionais, o que torna o dispositivo altamente cancerígeno.

Uma pesquisa incluiu pessoas com idade entre 14 e 49 anos, homens na maioria, que procuraram por tratamento de dependência à nicotina no Programa de Assistência ao Tabagismo do Instituto do Coração (HCFMUSP).

Quase a totalidade dos participantes buscaram o serviço por concluírem que estavam viciados no dispositivo e que não conseguiriam parar o consumo por conta própria.

Os achados de monóxido de carbono foram de 2 ppm (partículas por milhão) em todos, o que evidencia o não uso do cigarro convencional pelo grupo, deixando claro que a nicotina encontrada na urina dos pesquisados só poderia derivar do eletrônico.

Com isso, conclui-se que estes dispositivos não devem ser utilizados para ajudar a parar de fumar, uma vez que tem se mostrado até mais prejudicial que os cigarros convencionais.

As evidencias mundiais atuais mostram um aumento no risco de envenenamento, convulsões, dependência, traumas e queimaduras, além de doenças respiratórias, incluindo a EVALI.

O QUE É EVALI?

EVALI (E-cigarette, or Vaping, product use-Associated Lung Injury) é a sigla em inglês para Injúria pulmonar relacionada ao uso de cigarro eletrônico, nome dado a doença pulmonar associada ao uso deste tipo de dispositivo.

Acredita-se que existe relação com o diluente utilizado nos dispositivos causando uma reação inflamatória pulmonar.

Estudos revelam que o vapor produzido pelo e-cigarro pode ser responsável por desativar as principais células do sistema imunológico no pulmão e aumentar o processo inflamatório.

Os principais sintomas são: tosse, falta de ar e dor no peito. Podem ocorrer também vômitos, diarreias, febre, dores abdominais, calafrios e perda de peso, como sintomas gripais, o que dificulta o diagnóstico inicial.

intubação orotraqueal por cigarro eletronico

A EVALI pode causar fibrose pulmonar, pneumonia, além de causar insuficiência respiratória com necessidade de internação em UTI e até intubação orotraqueal.

Sim, jovens estão apresentando doenças pulmonares graves com o uso destes dispositivos.

Além da EVALI, a nicotina aumenta o risco de IAM (infarto agudo do miocárdio), Asma, AVC (acidente vascular cerebral) e outras doenças como a DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica) e vários tipos de câncer.

Os mesmos métodos já testados e aprovados para extinguir o vício do cigarro convencional também são efetivos para controlar o ímpeto do vape.

O importante é buscar tratamento. O cigarro eletrônico vicia tanto ou mais do que o convencional.

oxigenio domiciliar

TRATAMENTO DA EVALI

O ideal é a prevenção, ou seja, não usar nenhum dispositivo eletrônico de fumar.

A suspensão do uso é o principal início do tratamento. A maioria dos casos necessita internação e uso de oxigênio.

Os casos mais graves podem necessitar de ventilação mecânica.

A depender da evolução do paciente, pode haver sequelas crônicas com necessidade do uso de oxigênio domiciliar de longa duração ou até mesmo permanente.

O fisioterapeuta respiratório é um profissional essencial na reabilitação da funcionalidade pulmonar, atuando desde a fase hospitalar, até o desmame do oxigênio em casa.

As técnicas fisioterapêuticas associada ao uso de dispositivos auxiliares como CPAP, BiPAP, ventiladores mecânicos podem auxiliar no processo de reabilitação pulmonar, minimizando ou revertendo as lesões.

cpap domiciliar

Esses dispositivos auxiliares estão disponíveis no mercado tanto para venda como para aluguel a depender da necessidade de cada paciente.

Nós somos uma empresa especializada em terapia respiratória com uso de dispositivos auxiliares de forma domiciliar e podemos auxiliar na indicação do equipamento correto para cada situação.

Acesse nosso site ou clique aqui para falar conosco.

 

 

Fontes:

  • https://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files//media/document/inc-cigarroeletronico-folder_19mai2022_0.pdf
  • https://www.drmaurogomes.com.br/tabagismo_info/seis-coisas-que-voce-precisa-saber-sobre-o-cigarro-eletronico-8#gsc.tab=0
  • https://unifor.br/web/saude/evali-nova-doenca-pulmonar-relacionada-ao-uso-de-cigarro-eletronico
  • https://socesp.org.br/sala-de-imprensa/press-release/cigarros-eletronicos-tambem-podem-causar-cancer-de-pulmao-sugere-estudo/
  • https://www.portal.cardiol.br/post/cigarro-eletr%C3%B4nico-pode-causar-infarto-e-s%C3%ADndrome-coronariana-aguda
  • https://www.em.com.br/app/noticia/saude-e-bem-viver/2022/05/26/interna_bem_viver,1369197/queridinho-entre-jovens-cigarro-eletronico-traz-riscos-ao-coracao-e-pulmao.shtml

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