A Telemedicina é só para Covid-19?

Telemedicina, teleconsulta, teleorientação, teleatendimento, consulta online. Seja lá qual for a nomenclatura que você queira usar, o atendimento à distância, que já vinha tentando ganhar território nos últimos anos, acabou se fortalecendo frente a pandemia de Covid-19 em 2020. A tecnologia veio a fim de não expor os pacientes a riscos desnecessários e agora a tendência é o aprimoramento na qualidade do serviço.

Esta modalidade na prestação de serviços esteve inclusive no centro de uma série de polêmicas em 2019, mas diante da pandemia de Covid-19 seu uso foi autorizado pelo Ministérios da Saúde para atendimentos à população, contando inclusive com o aval do Conselho Federal de Medicina (CFM).

A pandemia acelerou esse processo de investimento em telemedicina que estava em curso e a regulamentação da atividade, que andava a passos lentos, foi percebida como uma aliada nas estratégias de combate e prevenção à covid-19. Em abril de 2020, foi sancionada a Lei nº 13.989/20, que permite o uso de telemedicina no Brasil, pelo menos enquanto durar a crise provocada pela pandemia.

Sendo assim, o uso da telemedicina justifica a estratégia para “reduzir a propagação da Covid-19 e proteger as pessoas”.

Hoje já estão liberados os atendimentos pré-clínico, assistencial, consultas, monitoramentos e diagnósticos, inclusive com prescrições médicas e atestados disponibilizados de forma virtual por todas as especialidades médicas.

Seja pelo desktop, tablet ou pelo smartphone é possível realizar uma consulta ou receber instruções por vídeo de onde você estiver e com qualidade, comodidade e o distanciamento que o momento preconiza.

A telemedicina aqui no Brasil vem sendo utilizada tanto para monitorar pacientes com suspeita e até confirmação de coronavírus, como o acompanhamento clínico de pessoas em isolamento domiciliar acometida por diversos tipos de patologias.

Já são várias plataformas de telemedicina disponibilizadas por todo o país e o agendamento da teleconsulta é feito de maneira rápida e eficiente.

Entretanto, para incluir este serviço no portfólio de um consultório, é de suma importância um sistema inteligente e seguro que garanta a criptografia de dados enviados pelos pacientes, conforme estabelecido na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), além do armazenamento seguro destas informações.

Na Physical Care este serviço foi implantando em abril/2020 e vem crescendo conforme a pandemia se prolonga. A preocupação em manter os pacientes devidamente atendidos e acompanhados com uma plataforma segura e ajustada à LGPD foram prioridades desde o início.

Para agendamento, basta um contato através dos canais oficiais de atendimento (telefone, whatsapp ou e-mail), onde o paciente receberá todas as instruções. Um link é enviado via SMS, whatsapp ou e-mail para acesso ao teleatendimento por vídeo através de plataforma específica no horário marcado. Simples e não requer grandes habilidades por parte do paciente.

A equipe, que já é especializada no atendimento a pacientes com apneia do sono e outros distúrbios respiratórios, rapidamente se aperfeiçoou no atendimento à distância. O fato é que a medicina do futuro já está exigindo dos profissionais atualizações constantes e domínio de novas tecnologias.

Hoje, nossa equipe está preparada para o atendimento dos pacientes usuários de CPAP/BIPAP™ (adaptação e acompanhamento), Concentradores de oxigênio (SimplyGO™, SimplyGO™ Mini, Everflo™, Devilbiss™, Mercury™, Millenium™ M10, entre outros) e myAIRVO™2 (terapia de alto fluxo domiciliar) via consulta por vídeo.

A Apneia Obstrutiva do Sono (AOS) por exemplo, pode levar à comorbidades como Hipertensão (HAS), Diabetes e outras alterações cardiovasculares. Deixar o tratamento para um outro momento mostrou não ser a decisão ideal quando se fala em promoção da saúde.

Para estes casos de AOS a telemedicina se mostrou de extrema importância e competência pelos profissionais fisioterapeutas, tanto na consulta para adaptação de novos pacientes, como na consulta de acompanhamento da terapia, já que atualmente muitos equipamentos de CPAP, usados no tratamento da AOS, possuem transmissão de dados via nuvem. Desta forma, os fisioterapeutas conseguem avaliar o paciente, a terapia e ajustar o equipamento quando necessário.

Já para pacientes usuários de oxigênio ou terapia do alto fluxo domiciliar, a telemedicina veio complementar com orientações de uso, higienização, manuseio e todas as dúvidas pertinentes a modalidade terapêutica.

Os esforços para com a saúde de nossos clientes vão além da consulta presencial e com a telemedicina conseguimos levar aos pacientes em isolamento e àqueles que já estão em acompanhamento e avaliação continuada, as orientações técnicas necessárias em casa.

Acreditamos que um trabalho feito com comprometimento e conhecimento pode salvar vidas e a tecnologia tem colaborado como aliada ao cumprimento desta missão de ajudar ao próximo.